Queijo é o produto com maior valor acrescentado na indústria açoriana

Nos últimos cinco anos (2015 a 2019) a produção de leite de vaca nos Açores passou de 610,1 mil toneladas para 634,8 mil toneladas, correspondendo a um aumento de 4,1%, revela o Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA).

A evolução da produção nos últimos cinco anos não foi contínua, ocorrendo uma ligeira queda de 1,2% em 2016. O fim das quotas leiteiras acontece em 2015. Em relação à produção de leite de vaca por ilha, verifica-se uma evolução positiva em São Miguel (7,2%) e Flores (56,8%). Nas restantes ilhas, a produção decresceu.

A produção de produtos lácteos decresceu em volume, principalmente por uma alteração do cabaz, com um aumento da produção de queijo (21,6%) em detrimento da produção de leite para consumo (-11,3%) e nata (-23,7%).

O aumento da produção de iogurtes (28,7%) e de queijo (21,6%) destaca-se em termos relativos, produtos de valor acrescentado superior ao leite para consumo.

No quinquénio 2015-2019 a grande maioria dos produtos que foi comercializada (em volume), teve como destino o continente português, sendo visível a diminuição da importância relativa da própria região no destino dos produtos lácteos.

Refira-se também a tendência crescente dos países terceiros como destino para o queijo produzido nos Açores, especialmente visível no ano de 2019.

No que se refere à evolução da comercialização dos produtos (em volume), houve um grande aumento do volume de queijo (21,4%), e um decréscimo do leite para consumo (-1,6%), do leite em pó (-7,0%), manteiga (7,8%) e nata (25,7%).

O soro é um subproduto de excelência da produção do queijo, pelo que é natural o seu aumento (30,8%). Relativamente ao valor facturado, é notória a importância do continente português em termos de destino dos produtos, cerca de 83% no valor.

O queijo é o produto que maior valor acrescentado traz à indústria dos lacticínios. Nos últimos cinco anos, o valor facturado pela indústria de lacticínios subiu 7,8%, com a venda de queijo a subir mais de 19,5 milhões de euros (15,4%), os outros (55,5%), os iogurtes (31,8%), o soro (21,3%) e manteiga (16,9%) também subiram, em contraponto com o leite em pó (-14,9%) e a nata (-23,2%) que decresceram.

Assim, em termos globais, o sector do leite nos últimos cinco anos teve uma evolução bastante positiva, com o crescimento da produção de leite de vaca, um consequente aumento da transformação e uma subida da comercialização e respectivo valor facturado.

Diário dos Açores

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