O Presidente da Federação Agrícola dos Açores, Jorge Rita, reafirmou ontem ao ‘Correio dos Açores’ que a missão “é reivindicar pelo rendimento dos agricultores açorianos que vivem grandes dificuldades” e que compete ao Governo dos Açores “encontrar soluções”.
Por isso, anunciou Jorge Rita, “é que temos marcada uma reunião com o senhor Presidente do Governo dos Açores, Dr. Vasco Cordeiro”.
Nas declarações ao ‘Correio dos Açores, o Presidente da Federação Agrícola fez referência a uma entrevista recente do Secretário da Agricultura e Florestas, João Ponte, ao nosso jornal. Sublinhou, a propósito, que “gostava muito, since-ramente, que na entrevista do senhor Secretário, se apresentassem propostas e soluções e não outros assuntos que não têm qualquer tipo de interesse para o sector”, disse.
“E eu estou habituado é a trabalhar em prol do sector. E quero que o sector tenha mais sustentabilidade e não perda de rendimento. E não sou o único a dizer que isso está a acontecer”, sublinhou.
“Eu já estou cá há muitos anos e nós nunca utilizámos a violência, temos tido grande capacidade de diálogo, concertação e muitas vezes em articulação com algumas secretarias e presidentes do Governo Regional, ministros e União Europeia.” afirmou.
“E comparando o que é comparável”, prosseguiu o Presidente da Federação Agrícola dos Açores, “vou enumerar os secretários de agricultura com quem trabalhei na região começando pelo Dr. Ricardo Rodrigues, que é uma das pessoas mais influentes do Partido Socialista, com o Dr. Vasco Cordeiro, que é hoje o Senhor Presidente do Governo Regional dos Açores, durante oito anos com o Dr. Noé Rodrigues ,que é reconhecido no movimento cooperativo e associativo; e finalmente com o Eng.º Luís Neto de Viveiros que é uma pessoa ligada ao meio e de grande capacidade, como demonstrou nos últimos quatro anos. Portanto, já são vários anos acumulados a trabalhar com vários secretários, com o Presidente, Carlos César, durante muitos anos, com Presidente, Dr. Vasco Cordeiro, durante menos tempo. Sempre resolvemos as questões mais pertinentes pela via do diálogo, concertação e com alguma articulação, em-bora não tenhamos receio de tomar outras medidas, se necessário”, completou.
Jorge Rita realçou, em sequência, que, “se o problema existe por falta de diálogo, evidentemente não é da parte da intervenção da Federação Agrícola porque nós somos os mesmos, legitimamente eleitos pelos associados. Algo mudou. Se a estratégia do Governo é outra, aí, cada um há-de assumir a sua estratégia”, completou.
“O que gostava de realçar é que, em relação a esta entrevista do senhor Secretário, é mais do mesmo”, afirmou.
“Quando à situação do POSEI”, afirmou, por outro lado, Jorge Rita, “foi por falta de informação que o senhor Secretário teve. Quer no vosso jornal, quer noutros meios de comunicação social, explicamos quais as razões do rateio. As medidas anunciadas pelo senhor Secretário são o decalque de outras que fomos lendo e ouvindo ao longo dos anos”, concluiu.