Lacticínios dos Açores produziram mais leite em pó e menos queijo e iogurte

A indústria de lacticínios dos Açores produziu, em 2018, mais leite para consumo, mais leite em pó, mais manteiga e mais natas, diminuindo no fabrico de queijo e iogurtes, de acordo com os últimos números revelados pelo SREA e já fechados relativamente ao ano passado.

O leite produzido para consu-mo, em 2018, cresceu 5,7% comparativamente ao ano anterior, a produção de leite em pó aumentou 9,9% e a produção de queijo decres-ceu 0,2%.

Relativamente ao último tri-mestre do ano passado, o leite para consumo produzido teve um de-créscimo de 1,5% relativamente ao mesmo trimestre do ano anterior, situando-se em cerca de 31 milhões de litros.

Neste trimestre de 2018 verifi-cou-se um acréscimo de 16,8% na produção de leite em pó e um de-créscimo de 1,0% na produção de queijo.

Quanto ao leite entregue nas fábricas, em 2018 verificou-se igualmente um acréscimo de 3,5%.

No último trimestre do ano, a recolha de leite de vaca directamente da produção foi cerca de 139,5 milhões de litros, o que equivale a um acréscimo de 4,1% quando comparado com o trimestre homólogo.

Manteiga bate recorde nos últimos 5 anos

Num estudo efectuado pelo SREA, nos últimos 5 anos, o leite de vaca recolhido teve uma subida de 9,2%.

Todos os tipos de produtos lácteos aumentaram a sua produção.

A facturação da indústria de lacticínios teve um crescimento de 4,8%, chegando aos 303 milhões de euros em 2018, sendo o principal destino o Continente português, com mais de 80% do valor.

De acordo com o mesmo estudo, nos últimos 5 anos o leite em pó cresceu 10,9%, mas houve dois produtos que cresceram mais: a manteiga 24,5% e os iogurtes 21,9%.

Nos últimos cinco anos, o valor facturado pela indústria de lacticínios subiu 4,8%, com a venda de manteiga a subir mais de 15 milhões de euros (42,1%), seguida dos iogurtes com 23,7% e da venda de leite com um aumento de 20,7%.

O queijo registou uma ligeira diminuição de 2,2%.

O leite em pó, o soro e a nata tiveram uma quebra da facturação (17,2%, 16,3% e 16,4% respectivamente).

Ilha das Flores duplicou produção de leite

Nos últimos cinco anos (2014 a 2018) a produção de leite de vaca nos Açores passou de 579,2 mil tonelada para 632,6 mil tonelada, correspondendo a um aumento de 9,2%.

A evolução da produção nos últimos cinco anos não foi contínua, ocorrendo uma ligeira queda de 1,2% em 2016.

O fim das quotas leiteiras acon-tece em 2015.

Em relação à produção de leite de vaca por ilha, verifica-se uma evolução positiva em todas elas, destacando-se o crescimento da ilha das Flores, que quase duplicou a sua produção (95,4%), e o aumento de São Miguel em mais de 40 mil toneladas, correspondendo a um aumento de 10,9%.

Nas ilhas do Pico e do Faial a produção registou as menores taxas de crescimento, com 0,7% e 2,0% respectivamente.

No quinquénio 2014-2018 a grande maioria dos produtos que foi comercializada (em volume), teve como destino o continente português, sendo visível a diminuição da importância relativa da própria região no destino dos produtos lácteos.

Refira-se também a tendência crescente dos países terceiros como destino para o queijo produzido nos Açores, especialmente visível no ano de 2018.

Continente como principal destino

No que se refere à evolução da comercialização dos produtos (em volume), a grande maioria destes teve um aumento considerável, com a excepção das natas que tiveram um decréscimo de 19,2% no quinquénio, decréscimo esse que poderá ser explicado pelo aumento de outros produtos substitutos, nomea-damente a manteiga.

Relativamente ao valor faturado, é notória a importância do continente português em termos de destino dos produtos, cerca de 83% no valor.

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