O presidente da cooperativa Unileite defendeu hoje a necessidade de a indústria de laticínios dos Açores ser mais apoiada no transporte de matéria-prima, por forma a tornar. “Nesse momento, existe um apoio, que não é significativo, para a exportação que temos dos nossos produtos.Só para o continente enviamos, em média, 50 contentores por semana”, declarou Gil Jorge, aos jornalistas, à margem de uma visita à unidade fabril de um grupo de deputados do PS no parlamento dos Açores.
A Unileite - União das Cooperativas Agrícolas de Lacticínios e de Produtores de Leite da Ilha de São Miguel, é uma das maiores indústrias do setor leiteiro dos Açores e do país e, para além de vender no mercado açoriano e nacional, exporta leite e queijo para países como Espanha, Alemanha e França.
Gil Jorge, que aponta que o envio de um contentor de 40 pés para o continente pode atingir os dois mil euros, frisa que os transportes constituem uma ”fatura muito representativa na faturação da Unileite e um apoio a sério aos transportes seria muito importante para o setor”.
“Todos os anos temos vindo a lançar novos produtos no mercado e a melhorar as embalagens, como um queijo ‘ligth’, criado em 2013, enquanto este ano criámos uma manteiga ‘gourmet’, apesar destes não vingarem, de imediato, no mercado, face à crise”, declarou.
O mercado regional representa 20% da produção da cooperativa, o mercado continental 70% e os restantes 10% são assegurados pela Madeira e países europeus, explicou.
“A nossa internacionalização já começou pela via da qualidade dos nossos produtos, mas os países europeus para os quais exportamos têm 10 vezes mais quota do que o nosso país e também possuem os seus produtos e consumidores com hábitos alimentares”, frisou Gil Jorge.
O líder da bancada parlamentar do PS no parlamento dos Açores referiu, por seu turno, que o setor do leite “exigirá grande atenção" da parte do partido face ao fim do regime de quotas leiteiras na UE a partir de 2015.
“Julgo que o caminho que o Governo dos Açores e o PS têm feito ao longo dos últimos anos, e aquilo que temos de fazer a partir de agora, é reforçar a qualidade e a importância de produtos e bens que se constituam como um bem de valor acrescentado significativo”, declarou Berto Messias.
O deputado defendeu, por outro lado, que há que aproveitar o novo Quadro Comunitário de Apoio como um “instrumento absolutamente determinante, para que seja possível iniciar um novo ciclo de desenvolvimento na região”.
Berto Messias afirmou ainda que “tem havido um esforço significativo por parte das entidades públicas no apoio aos transportes" e acrescentou que o novo Quadro Comunitário de Apoio europeu deverá ter também "uma atenção especial a esta vertente”.
FONTE: Agencia Lusa/Açoriano Oriental