Está para breve a constituição de uma nova estrutura para valorizar o sector da carne nos Açores e que já reuniu o consenso de todos os parceiros do sector.
No primeiro encontro desta nova estrutura, que decorreu nas instalações da Associação Agrícola de São Miguel, participaram mais de uma dezena de parceiros ligados ao sector da carne e foi conseguido um acordo em relação à constituição e funcionamento do futur o organismo que pretende delinear estratégias para acrescentar valor à carne.
A nova organização vai ter três sócios fundadores: Governo Regional, Federação Agrícola dos Açores e Câmara do Comércio e Indústria dos Açores, sendo que todas as associações e cooperativas ligadas ao sector da carne ficarão como sócios ordinários, o que implica os mesmos direitos e deveres dos sócios fundadores.
“Foi a forma que encontrámos de ter maior representação possível do sector e responder a algumas críticas, nomeadamente das associações agrícolas da Terceira e do Pico”, explicou o Secretário Regional da Agricultura e Flores-tas, João Ponte, em jeito de balanço à reunião que culminou com a definição da constituição e funcionamento da estrutura.
João Ponte acrescentou que a organização ainda não tem nome, sendo que ainda durante esta semana os intervenientes irão apresentar propostas de nomes para depois a organização ser registada, ir a Conselho de Governo e ser efectivamente formalizada para ajudar no de-senvolvimento do sector da carne de bovino na Região.
O titular da pasta da Agricultura admite que a nova estrutura “é para acrescentar e não para dividir” um sector que “tem muito a dar à Região”, assumindo João Ponte que “uma associação que senta à mesa todos, não é para substituir mas para pensar no mercado da carne do ponto de vista transversal”. No entender de João Ponte, “todos estamos empenhados em valorizar a carne dos Açores” e foi esse o discurso comum entre todos os presentes na reunião que querem avançar com uma estra-tégia para um sector que em algumas ilhas é complementar à produção de leite, mas noutras ilhas é a actividade principal de muitos produtores.
Na prática, a criação desta nova estrutura pretende também que sejam encontrados mer-cados “capazes de valorizar o que produzimos” já que a afirmação do sector “tem a ver com a qualidade, que a nossa carne já tem”. A carne regional já tem “uma boa afirmação no mercado regional, é reconhecida e apreciada, mas o desafio passa agora por “fazer melhor os acabamentos dos animais, ter animais mais homogéneos, melhorar a organização de modo a sermos mais fortes na distribuição”.
O Secretário Regional da Agricultura e Florestas admite que houve consenso “na im-portância desta estrutura, como pode melhorar o sector e o que pode representar em termos de mais-valias para os agricultores”. No entan-to, não se quis comprometer nem com prazos para a estrutura avançar efectivamente nem com a primeira acção que a associação terá a seu cargo. “O que é importante é definirmos o plano de acção que passa por aquilo que todos pensam sobre o sector. Diria que o mais im-portante é que estamos num espírito de união e é fundamental para um sector que é comple-mentar mas é extremamente importante para as explorações”, admitiu João Ponte.