A Associação de Jovens Agricultores Micaelenses convocou no início do mês de Abril a comunicação social numa exploração na Covoada para “dar a conhecer no terreno” as dificuldades dos agricultores, na sequência do “baixo preço praticado pela indústria de lacticínios e aumento dos fatores de produção”.
O alerta foi dado pelas “dificuldades sentidas” devido a quebras no rendimento face “ao baixo preço de leite pago pelas indústrias e elevados preços dos fatores de produção”.
Para o presidente da Associação de Jovens Agricultores Micaelenses,
Hélio Carreiro, “a indústria deve dar a mão aos produtores” e defendeu “um valor mais justo” no preço do leite pago, para que os agricultores “consigam fazer face às despesas, gerar alguma sustentabilidade e ter alguma margem de manobra que permitisse investimentos”.
Segundo Hélio Carreiro, existem indústrias que “pagam mais que outras” no preço do leite e disse que os fatores de produção “são cada vez mais elevados”, desde “rações, fertilizantes, os gasóleos que estão a preços insuportáveis”.
O presidente da Associação de Jovens Agricultores justificou a concentração de hoje com a necessidade de “sensibilizar e reivindicar” preços “mais justos” no leite. “Era bom que o secretário regional também tivesse uma palavra sobre isto no sentido de sentar ambas as partes para alcançar um valor mais justo e concreto para os produtores”, referiu.


Fonte: Jornal a União