A Secretaria Regional da Agricultura e Florestas anunciou ontem que a empreitada de ampliação da capacidade de frio do Matadouro de São Miguel fica concluída dentro de seis meses, tendo já recebido o visto prévio da Secção dos Açores do Tribunal de Contas. Esta obra, cujo concurso público internacional foi ganho pela empresa Fincor, está orçada em 1,4 milhões de euros. A intervenção vai permitir aumentar a capacidade de frio deste matadouro para 440 carcaças, em virtude da construção de quatro novas câmaras de refrigeração, o que permitirá servir melhor toda a fileira da carne.Esta medida insere-se nas políticas do Governo dos Açores de dinamização e revitalização da produção de bens transacionáveis para o incremento da capacidade de exportação da Região e redução das importações e pretende consolidar a implementação de estruturas de desmancha, transformação, preparação e valorização dos produtos da fileira da carne. O Matadouro de São Miguel, além do aumento da capacidade de frio, sofreu obras de construção civil, no valor de 1,5 milhões de euros, que incluíram a ampliação e reabilitação das instalações técnicas e das redes de fluídos e de eletricidade. O valor global do investimento neste matadouro é de cerca de três milhões de euros.Além da intervenção no Matadouro de São Miguel decorrem as obras de construção dos novos matadouros no Faial e na Graciosa, bem como a ampliação do Matadouro da Terceira, que representam um investimento superior a 15 milhões de euros. Empresários à espera da certificação do matadouro. A Associação Agrícola de São Miguel tem defendido a conclusão rápida das obras de qualificação e ampliação do Matadouro de Ponta Delgada e a sua certificação para avançarem negócios da carne que estão em suspenso. Segundo apurou o ‘Correio dos Açores’, a ilha de São Miguel já terá perdido alguns negócios de carne com cadeias de distribuição e de restauração por o Matadouro Industrial de São Miguel não ter as condições indispensáveis de certificação. “Este processo de ampliação e qualificação do matadouro demorou demasiado tempo a avançar e, em algumas circunstâncias, este atraso terá sido devidamente calculado para que alguns negócios da carne deixassem de ser feitos a partir de São Miguel, mas sim de outras ilhas dos Açores”, assegurou um empresário de carnes que pediu o anonimato.