A Associação de Jovens Agricultores Micaelenses chamou dia 19 a comunicação social à sua sede, onde em conferência de imprensa fez um balanço dos oito meses da produção de leite. Os valores anunciados relativamente ao aumento do preço de leite aos produtores “não agrada” aos jovens agricultores. Para César Pacheco, o aumento de 2 cêntimos verificado desde o início do ano é insuficiente. A reivindicação da Associação já não é nova e segundo o mesmo “já se justificava que o preço do leite subisse muito mais, devido às médias que se praticam na União Europeia. Ou seja, são mais 6 cêntimos daquilo que temos, que são cerca de 27 cêntimos em São Miguel. Actualmente, o diferencial do continente é de 2 cêntimos e a partir do mês de Setembro ficará nos 3 cêntimos”.
O Presidente da Direcção da Associação de Jovens Agricultores recorda uma reunião realizada com os vários intervenientes do sector industrial e o Governo naquele mesmo espaço, em Abril, que “só passado algum tempo se verificou um aumento de 1 cêntimo apenas”.
“Pretendemos que o preço do leite suba ainda mais para recuperarmos aquilo que perdemos nos últimos dois anos, que corresponde a uma descida de 10 cêntimos”.
César Pacheco falou ainda na importância de se poder acompanhar a liberação do mercado na produção leiteira porque “se não conseguirmos acompanhar o aumento do preço do leite no tempo certo correremos o risco de chegarmos a atingir padrões de preços que nos impeçam de podermos vir a recapitalizar, criando a partir daí dificuldades adicionais de tesouraria nos nossos produtores de leite”.
Apesar de se viver um momento de alguma preocupação, na produção leiteira, o Presidente da Direcção da Associação de Jovens Agricultores Micaelenses mantém a esperança que “a indústria possa manter a posição de subida e que tenha a consciência de que será necessário aumentar o preço de leite ao produtor”.
César Pacheco desejou ainda que “o Governo Regional possa usar a sua influência junto da indústria para que também consiga fazer alguma pressão para que se possa aumentar o preço do leite”, nomeadamente “concretização de algumas medidas conjunturais” que a Associação aguarda, “devido à descapitalização do sector e aquilo que são os anseios da produção e devido à perca do rendimento dos produtores nestes últimos dois anos”.
O Presidente da Direcção da Associação de Jovens Agricultores Micaelenses abordou ainda o anunciado aumento na produção leiteira em São Miguel, “que rondou os três milhões de litros de leite”. “Esta realidade”, segundo César Pacheco, “deve-se essencialmente à eficiência dos produtores e a algum apoio que se tem verificado, que apesar das dificuldades têm mantido o seu entusiasmo e perseverança, naquilo que é a produção de leite e têm dado até uma resposta positiva na qualidade e quantidade do leite produzido em São Miguel”.
Para a Associação sem fins lucrativos, que tem 400 produtores jovens, “um aumento de 5 cêntimos por litro seria o mais justo e adequado”.